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Indústria do turismo aponta para prejuízos na imagem dos Estados Unidos
Fatia de mercado de visitantes estrangeiros cai para 38% desde 1992
Por Amy Yee
9 de maio de 2005
NOVA YORK - Os Estados Unidos estão perdendo bilhões de dólares ao impedir que turistas internacionais visitem os EUA , em função dos embaraços causados por sua imagem internacional e pelas políticas burocráticas para obtenção de vistos, alertam os líderes da indústria do turismo daquele país.
"Analisar estes problemas é um imperativo econômico ," disse Roger Dow, diretor geral da Associação de Indústria do Turismo da América - TIA, núcleo principal dos negócios do turismo, que concluiu sua convenção anual este fim de semana em Nova Iorque.
Dow enfatizou que o turismo muito contribuíu para uma percepção positiva dos EUA, extrapolando para o mundo dos negócios. "Se não avaliarmos o que vem occorendo no turismo, o impacto a longo prazo, para as marcas americanas -- Coca-Cola, General Motors, McDonald -- pode ser muito comprometedor," disse.
O apelo ecoou também de outras organizações, que afirmam que os procedimentos burocráticos para a obtenção de visto e a rigidez da segurança, após os ataques de 11 de setembro detiveram viajantes de negócio e estudantes estrangeiros. "A idéia que fica é a de que puxamos o tapete de boas-vindas," diz Rick Webster, diretor da associação de negócios do governo.
O número de visitantes internacionais no ano passado foi 12 por cento maior, se comparado aos números de 2003 - 46,1 milhões, de acordo com o Departamento de comércio dos EUA. Esses visitantes gastaram U$93,7 bilhões, ou 17 por cento a mais que sua contrapartida, no ano anterior. No entanto, a fatia de mercado dos EUA, no âmbito dos visitantes estrangeiros, ainda permanece imóvel, abaixo dos 38 por cento desde 1992, de acordo com o TIA. O número de viajantes globais cresceu por 2 por cento - 770 milhões desde 2000, mas a parcela de viajantes com destino ao EUA não acompanhou o mesmo passo. "Nosso pedaço da torta encolheu por 5 visitantes por milhão ," diz Dow.
The weak U.S. dollar has boosted the number of international visitors, but given favorable currency rates for many foreigners, those numbers should be far higher.
"A queda do dólar mascara alguns problemas," disse Webster. "E o dólar não permanecerá fraco eternamente."
Dow disse que o crescente anti-americanismo tem incentivado o sentimento de que os EUA não é um país hospitaleiro e problemático para se visitar. " Há uma percepção de que o país está enclausurado numa fortaleza, idéia essa que é muito pior do que a realidade", disse ele. Dow acrescentou ainda que a competição com destinos como a Austrália, África do Sul, Espanha e Ásia têm deixado os EUA para trás.
O TIA aconselhou os estrategistas políticos de EUA a facilitarem várias medidas de segurança, sugerindo que o prazo de 26 outubro para que alguns passaportes estrangeiros apresentem a tecnologia de reconhecimento facial-biometric, é irreal e deve ser estendido.
O TIA exige também a solução de problemas com o programa de visitas aos EUA, iniciativa que requer fotos e impressões digitais de alguns visitantes, procedimentos que acontecem nas fronteiras e portos de entrada do país, até o final do ano.
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Travel industry says bad image hurting U.S. |