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Os participantes do Fórum Social Mundial no Brasil renovaram sua chamada para o boicote econômico contra marcas americanas;
e preparam-se para os Fóruns sociais continentais na África, Ásia, Américas, Europa, e Pacífico
4 de fevereiro de 2005
Porto Alegre, 4 de fevereiro de 2005 - Participantes do mundo todo se uniram para a retomada do boicote mundial contra as marcas americanas como uma ação efetiva contra as políticas externas unilaterais dos EUA. Durante a reunião com a participação de mais de 600 companheiros ativistas da Autrália, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Coréia do Sul e Suécia foram repetidas as bases fundamentais por trás do boicote, tendo em vista que a ONU e os protestos de milhões de pessoas não parecem conter as políticas destrutiva e centralizadora de Washington com relação ao Iraque, ao protocolo de Kyoto, à Corte Criminal Internacional, o Tratado de Ban, entre outros.
Os EUA, que seriamente consideram a retomada dos testes nucleares em Nevada, são o único país que mantém secretamente armas nucleares em territórios de outros países.
As armas de destruição em massa são parte do maior estoque estimado em 10.640 ogivas nucleares americanas suficiente para matar toda a humanidade várias vezes.
O imperialismo americano parece não ter limites com os seus gastos militares, que superam em 50% o total mundial, de 500 bilhões de dólares em 2004, e o seu poder militar expandido a aproximadamente mais de 1.000 bases militares fora do seu próprio território.
Durante a bem sucedida reunião estratégica no FSM, a campanha do boicote foi capaz de se consolidar devido aos muitos novos organizadores e decidiu preparar-se para o FSM de 2007 na África através da ampliação de redes de trabalhos regionais voltadas para as reuniões nos fóruns continentais nas Américas, Ásia, Europa e Pacífico em 2006.
Pol D'Huyvetter, da secretaria de coordenação internacional da campanha de boicote, na Beégica, declarou: O boicote econômico é uma efetiva ferramenta pacífica com a qual os cidadãos conscientizados em todo o mundo podem votar com suas carteiras contra a agressiva política de Washington. Precisamos acordar e explicar às pessoas e movimentos sociais que a oposição ao regime nazista teria boicotado as empresas alemãs financiadoras do regime fascista de Hitler. Hoje, nós precisamos boicotar as empresas multinacionais americanas com uma ferramenta eficiente contra as políticas externas dos EUA, que atualmente são a ameaça mais perigosa à segurança internacional e à paz.
Em reunião paralela no FSM, o Sr. Luiz Marinho, Presidente da CUT, Central Única dos Trabalhadores, teve um púiblico estimado de 15.000 pessoas para apoiar o boicote contra aExxon-Mobile, Texaco, Coca-Cola, Pepsico, McDonalds e Altria (Kraft-Philip Morris).
Ms. Waratah Rosemarie Gillespie, também coordenadora do Pacífico, afirma que os movimentos sociais de mais de 50 países se uniram à campanha do boicote. Acredita-se que milhões de pessoas estão boicotando as marcas americanas desde o ataque e a ocupação ilegal do Iraque.
Isto está confirmado pela recente pesquisa elaborada pela empresa Global Market Insite (GMI), sediada em Seatle, que questionou 8.000 consumidores em oito países entre 10 e 12 de Dezembro de 2004. A pesquisa revela que a administração da política externa de Bush pode estar custando muito às empresas multinacionais americanas, como disseram 20% dos entrevistados na Europa e Canadá, eles conscientemente evitaram comprar produtos americanos como forma de protesto contra as políticas da Casa Branca. Essa revelação estava consistente com as pesquisas similares conduzidas pela GMI três semanas depois da vitória de Bush na eleição de Novembro e outra pesquisa conduzida pela NOP World, com sede no Reino Unido, em em Julho de 2004.
O Prof Hee Yeon Cho, da rede sul-coreana contra Bush também achou que o crescente número de líderes comunitários em seu país passaram a entender que um indivíduo não pode protestar contra as políticas americanas com um lata de Coca-Cola na mão direita, um Marlboro na esquerda e um tênis Nike nos pés.
Quando ele pediu apoio às Nações Unidas, ele viu que os EUA continuam minando a ONU e a Corte Internacionais Criminal. Ainda, o Prof Atsushi Fujioka, economista e membro do Attac Japão, pensa que o boicote vem muito tempestivamente como um arma pacífica eficiente como a usada por Mahatma Ghandi para expulsar o império britânico da Índia, ou o fim do apartheid na África do Sul.
Leo Stranius, membro dos Amigos da Terra da Finlânida, diz que seu grupo organizou o boicote eficientemente no seu país, usando ações criativas, rede de movimento, assim como, principal rede de mídia para chamar a força de seus consumidores para construir outro mundo. Ele convocou o povo a comprar produtos orgânicos, locais e subsidiados como uma alternativa aos produtos de empresas americanas. Ele explicou, ainda, que o argumento de desemprego criado pelo boicote é falso, bem como os empregos perdidos nas empresas americanas voltadas ao lucro, serão substituídos por empregos em empresas que respeitam o meio ambiente e os direitos humanos.
Dilys Dana Pierson dos Estados Unidos tem apelado ao boicote desde a invasão ilegal do Iraque: "O que podemos dizer sobre os valores que dirigem as políticas externas Americanas hoje em dia? Apoiantes do boicote internacional em Vermont acreditam que atualmente as políticas externas Americanas são ditadas pela crença na dominância através da violência militar e a crença no medo como um meio de controle social e intimidação internacional. A administração actual Americana acredita num sistema econômico que cuida das multinacionais e dos ricos, enquanto quase um bilião dos nossos irmãos e irmãs morrem de fome no mundo."
Nota (1) Acredita-se que os EUA armazenam armas nucleares na Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia. Esses depósitos sofrem de uma completa falta de transparência e controle democrático pelos membros eleitos do Parlamento.
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